quarta-feira, 22 de junho de 2011

Estrangeiro que comprar mais de 5 hectares precisará de aval do governo

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Por  Rui Nogueira e Tânia Monteiro, da Agência Estado


BRASÍLIA - Empresas e pessoas estrangeiras que quiserem comprar terras no Brasil com área superior a 5 hectares terão de pedir autorização do governo. A compra de áreas até 500 mil hectares será avaliada e autorizada por um órgão especial, o Conselho Nacional de Terras (Conater). Acima de 500 mil hectares, a compra precisa ser aprovada pelo Congresso.
Nos dois casos, a minuta do projeto de lei em estudo no governo para definir "limites à aquisição de imóveis rurais por estrangeiros", diz que "pessoa física estrangeira residente no país e pessoa jurídica estrangeira autorizada a funcionar no País" terá de construir uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para comprar as terras e oferecer uma golden share ao governo. Na prática, significa que o governo será sócio de todos os negócios agrícolas de estrangeiros.
Golden share é uma ação especial que a SPE oferece ao governo como forma de ele participar das decisões estratégicas da empresa – concedendo-lhe, inclusive, o direito de veto na decisões.
Pessoas físicas estrangeiras e empresas estrangeiras que não estejam autorizadas a funcionar no País simplesmente não poderão comprar terras. Empresa brasileira controlada direta ou indiretamente por estrangeiros ou que receba recursos de fundos estrangeiros de investimentos também ficarão submetidas às regras da nova lei.
Um assessor da presidente Dilma Rousseff disse ontem ao Estado que a lei a ser enviada ao Congresso "não vai criar nenhuma barreira para os investimentos estrangeiros".
O objetivo, acrescentou, "é criar um instrumento de controle e uma supervisão do Estado sobre o uso da terra". A lei, adiantou, será "bem curta" e com "regras claras", evitando que haja uma área limite em cada região do País para a notificação da compra ao poder público.

Chácara
O governo reconhece que 5 hectares é uma área equivalente a uma chácara de tamanho médio na periferia das áreas urbanas, mas diz que esses 50 mil metros quadrados servirão apenas como referência para definir que acima disso o estrangeiro está querendo comprar terra para investir.
"Se a compra envolve investimento, então, o Estado tem de fazer uma administração estratégica das terras vendidas a estrangeiros", resumiu um assessor do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Um assessor do Ministério da Agricultura citou como exemplo da "administração estratégica" o interesse de o governo incentivar investimentos que aumentem a produção do etanol. Nesse caso, explicou, o "Conselho de Terras" pode aprovar que uma empresa estrangeira no Brasil ou uma empresa nacional sob controle estrangeiro compre "milhares de hectares".
O projeto de lei está em estudo sob a coordenação da Advocacia Geralda União (AGU), da Casa Civil e de pelo menos mais dois ministérios (Agricultura e Desenvolvimento Agrário) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O conselho será criado por decreto depois que o Congresso aprovar a nova lei da compra de terras por estrangeiros.

Limites
O anteprojeto que será apreciado no Congresso é a terceira ação de governo para controlar a venda de terras a estrangeiros.
Em agosto do ano passado, um parecer da Advocacia-Geral da União restabeleceu os limites impostos pela lei 5.709/1971para a compra de terras por estrangeiros – limites que haviam caído com base em outro parecer, também da AGU, feito em 1994.
Hoje, pela lei em vigor, as empresas estrangeiras podem comprar, no máximo, 5 mil hectares, nunca ultrapassando 25% da área do município da localização da fazenda. Cidadãos de uma mesma nacionalidade estrangeira não podem, juntos, ter mais do que 10% da área de um município.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pantanal Corumbá - MS

Há 20 anos conheci o Pantanal Matogrossense. Recentemente fretamos um avião Cesna monomotor e realizamos uma vistoria Panorâmica, na fazenda Pantanal, à venda, objeto portanto da visita.

Comparando-se com que estava gravado há 20 anos na minha memória, o Pantanal de hoje está bem diferente. Não sei se por conta da seca atual ou, para variar, pela ação nefasta do homem.

O avião partiu de Corumbá e sobrevoamos o Rio Paraguai e seus tributários. No início vi muitas áreas alagadas, mas a medida que avançamos na direção da Fazenda Pantanal, a paisagem se modificava. São vastas áreas de pastagens nativas queimadas pelo fogo ateado pelos homens. Fumaça por todo lado. Os riachos e aqueles corixos, poças de águas, secando com milhares de aves principalmente garças pescando os peixes agonizantes nas águas rasas, um verdadeiro massacre.

Vi também o leito de um rio muito importante, - rio Taquari - seco que a natureza se encarregou de mudar de curso. O curso atual está logo mais adiante, enquanto o leito natural secou.

A paisagem mudou. Foi quando o piloto disse que adentramos a fazenda Pantanal. Os lagos estavam mais rasos, mas nada parecido com o que vimos atrás. As paisagens ainda verdes com o gado espalhado em blocos. Represas naturais e muitas represas artificiais construídas pela fazenda, com a água servindo de bebedouros para o gado.

No interior da fazenda Pantanal, todas as benfeitorias, como casas, currais, galpões, armazéns, refeitórios, igreja, cercas, pastagens nativas e plantadas estão bem conservadas. Sobrevoamos o rio Taquari em quase toda a sua extensão e as APP's asseguram a sua conservação. Eis ai exemplo: Basta o homem querer conservar e a natureza se encarrega do resto. Os animais nativos convivem pacificamente com o gado. Até as onças pardas preferem se alimentar de emas e capivaras do que de bezerros. Só os jacarés que não têm inimigos naturais estão aumentando desproporcionalmente tornando-se uma praga.


Luiz K. Yamamoto

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fazenda em Corumbá - MS

Dr. Luiz K. Yamamoto e o Engenheiro Agrônomo Fernando estão no Mato Grosso do Sul  visitando a Fazenda Corumbá, a venda em nosso site:


 
•A Fazenda pertence ao mesmo dono há 35 anos. Com capacidade de suporte de 1 cabeça / 3 ha de cria ou engorda de 1000 fêmeas/ano. Produz gado P.O.


•Cumpre todos os requisitos da função social preconizados pela lei: o GUT (grau de utilização da terra) é de 100%, portanto acima dos 80% exigidos pela lei. O GEE (grau de eficiência na exploração) é de 247,8%, bem acima dos 100% exigidos. Mantém a APP conservada e a Reserva Legal devidamente averbada. Mantém uma ótima relação trabalhista e o bem estar dos trabalhadores.

•O valor refere-se a terra nua e benfeitorias exceto o rebanho (preço de mercado) e pertences particulares.
 
Um belíssima fazenda, totalmente pronta para a pecuária.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Análise de Terras do Sul do Piauí

Por ocasião da nossa visita ao Sul do Piauí coletamos inúmeras amostras de terras. As análises físicas revelam que a classificação textural é arenosa sendo de 50% de areia fina, 25% de areia grossa, 20% de argila e 5% de silte. Do ponto de vista agrícola as areias finas predominantes e o bom teor de silte não tem influência na atividade química, entretanto permite melhor agregação que areia grossa em calagem e adubação.

Com relação a análise de micronutrientes temos um baixo teor de cobre e boro e médio teor de zinco e manganês. O cálcio e matéria orgânica têm teores razoáveis.

Resultado da análise química: PH alto ou seja teor de acidez elevado, magnésio médio potássio baixo e fósforo muito baixo. O que mais nos surpreendeu é o fato dessas terras terem a capacidade de troca catiônica, CTC alta. O que equivale a dizer que são terras com capacidade de reagir e aceitar uma calagem e responder bem a adubação.

Em termos comparativos com a região Oeste da Bahia, consagrada como pólo produtor de grãos, as terras do Piauí têm o potencial de produção agrícola de 8 a 10% maior. Essas terras tenderão a melhorar ainda mais a medida que for praticando a agricultura sustentável.

Portanto, a análise física e química das terras confirmam o que pode se observar na prática. A vegetação densa com rendimento lenhoso de mais de 300 m³ por ha, enquanto no Oeste da Bahia o rendimento é de 30 m³ por ha, as árvores eretas e altas denotam que o subsolo é rico haja vista a presença de poços jorrantes com saída de água intermitente, o que caracteriza a bacia do Parnaíba e aqüífero Poti onde estão assentadas estas terras do Sul do Piauí. A esta notícia acrescenta-se que o empresário Eike Batista recentemente descobriu nessa mesma bacia uma reserva de gás natural equivalente a metade de toda a reserva existente na Bolívia.


Luiz K. Yamamoto.

Eucalipto no Piauí

Por Luiz K. Yamamoto
Na região do Canto do Buriti - PI, no local conhecido como Chapada da Serra dos Gerais, vimos um experimento conduzido por empresa de energia termoelétrica, em uma área plantada de 5000 ha de eucalipto. São diversas variedades inclusive os eucaliptus clonais. O projeto, segundo as placas indicativas, foi implantado em 2007 e as plantas encontram-se em ótimo estado vegetativo. Logo mais adiante, a empresa está plantando mais 20.000 ha de eucalipto, desta vez com variedades e espaçamento já definidos pelo experimento. Conta-se que o projeto total será de 100 mil ha.

A planta será utilizada para produção de bioenergia e todas as áreas já possuem o projeto de sequestro de carbono.

sábado, 28 de agosto de 2010

Reserva de gás na Bacia do Parnaíba

Por Luiz K. Yamamoto

O empresário Eike Batista anunciou descoberta de "meia Bolívia" em reserva de gás na Bacia do Parnaíba, no Maranhão.

A Bacia do rio Parnaíba abrange quase totalmente o estado do Piauí e parte do Maranhão e outros estados. O rio Parnaíba com 1400 Km de extensão divide os estados do Maranhão e Piauí. Nesta região a Imobiliária Fazenda disponibiliza mais de 500 mil ha de terras, a preços de R$ 300,00 a no máximo R$ 700,00 o hectare.

Eis ai mais uma razão para se investir na região. Como já divulgamos são terras baratas, boas e com maior potencial de valorização no Brasil.

Parafraseando o dito popular: "Quem chega primeiro, bebe água limpa".

Brasil terá de importar 250 mil toneladas de algodão


O Brasil terá de importar 250 mil toneladas de algodão para cobrir a escassez de oferta do mercado interno nos próximos meses. "É consenso entre produtores, exportadores e indústria de que vai faltar algodão no País e precisaremos importar o produto para manter as atividades e viabilizar a produção", diz Fernando Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Ele informou que a carta com a demanda da cadeia produtiva será protocolada na segunda-feira nos ministérios da Fazenda, Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Em 22 de julho, a Abit, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) tinham enviado carta aos ministérios pedindo a desoneração para importar 150 mil ton da pluma no período de entressafra, entre dezembro e maio. Mas diante da restrição de oferta, o grupo concordou que o volume seria insuficiente para atender à indústria nacional. As entidades agora pedem para adquirir 250 mil ton com redução ou isenção temporária da tarifa de importação entre outubro e maio. "Discutimos o abastecimento de forma conjunta. A situação da indústria chegou a um nível dramático: o preço está subindo todo dia e falta produto. Precisamos de uma solução para o insumo que responde por 60% do custo de fiação e tecelagem", afirma. A decisão depende da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Pimentel destaca que o Brasil tem, atualmente, a quinta maior indústria têxtil e de confecção do mundo e emprega diretamente 1,7 milhão de profissionais e envolve indiretamente quase oito milhões de pessoas.

Ele pondera que o País não pode correr o risco de perder competitividade e abrir espaço para importação de países asiáticos, que oferecem o produto a custo mais baixo.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Dicas sobre Reforma Agrária

Confira a entrevista do Prof. Luiz Yamamoto para a apresentadora Neusa Matos.

Perito Judicial

Luiz K Yamamoto, perito judicial na Vara Federal de Presidente Prudente, está atuando atualmente nos seguintes processos:
200161120015048, 20086112014320-3, 00038249020104036112.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Fazenda Bahia

Luiz Yamamoto analisando uma lavoura de algodão no Bahia . Fazenda vizinha à fazenda que está a venda no site.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Terras no Sul do Piauí

No início de Julho de 2010, visitei na companhia do Engenheiro Agrônomo Cyrus Fernando Marinelli, dezenas de propriedades rurais colocadas à venda na região de Corrente, Bom Jesus, Eliseu Martins, Canto do Buriti, São Raimundo Nonato, Uruçui e Floriano. No total de aproximadamente 1 milhão de hectares, a preço entre R$ 200,00 a R$ 700,00 o hectare.

A maioria das áreas visitadas possuíam o projeto da Sudene: Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste e atualmente abandonada a sua própria sorte.

A Sudene foi criada em 1959 idealizada no governo Juscelino Kubitschek com o principal objetivo de encontrar soluções para o desenvolvimento do Nordeste. Atualmente a sua sede está localizada na capital Pernambucana.

Do projeto inicial desenvolvido pela entidade, na região visitada, restou apenas o abandono. As áreas desbravadas para implantação do agronegócio foram retomadas pela vegetação nativa, que confunde-se com a vegetação original de cerrado denso, cerradão, cerrado de transição e mata de caatinga.

Se compararmos com o cerrado do oeste baiano, a vegetação difere em seu desenvolvimento e adensamento. Enquanto no oeste da Bahia tem vegetação arbórea típica de cerrado com os troncos tortuosos e folhas coriáceas, com rendimento lenhoso de 30m³, no Sul do Piauí, são eretas, caules lisos e folhas menores com rendimento lenhoso de 300m³. Nas áreas mais próximas às caatingas, os caprinos se alimentam das folhas pequenas que caem no chão. Estas se depositam no solo ao longo dos anos, com as chuvas a maioria se decompõe enriquecendo o solo de matéria orgânica.

O solo predominante é o latossolo vermelho - amarelo distrófico seguido de argissolo e planissolo. Em diversas amostras colhidas constatamos, após a análise física - química, teores de argila superiores a 20% com 5% de silte.

Na serra da Confusão ou na Chapada Gerais do município de Canto do Buriti e Chapada Gerais, assim classificados pelos técnicos da região. O solo predominante é o mesmo latossolo. A característica geológica de rochas sedimentares do Mesozóico e Paleozóico, em algumas áreas constatamos a presença destas rochas e afloramento de rochas impregnadas com ferro. A cor preta a avermelhada denuncia a presença do metal e a cor amarelada típica com camada fina de silte mostra a intemperização do material original.

O clima pode ser classificado em Aw de Koppen, subúmido com precipitação média anual de 1100 - 1300 mm sobretudo nas Chapadas citadas.

Pertence a Bacia do Parnaíba - Gurguéia.

O Aqüífero subterrâneo Poti - Piauí confere abundância de água no sub-solo. Em algumas áreas constatamos poços artesianos jorrante. A água aflora sob pressão natural não necessitando de bomba de recalque mecânica. Na região de Gilbués conhecida pela exploração de pedras preciosas, existem diversos poços jorrantes de águas termais, a maioria sem nenhuma exploração econômica ou turística, apenas as águas quentes ficam jorrando há anos. São poços cavados pela Sudene ou empresas petrolíferas.

O relevo predominantemente plano principalmente na Chapada com algumas montanhas de Rochas Sedimentares que não chega a 10% da área total.

A altitude média de 400 a 600 m.

Com exceção a áreas localizadas no pé das Chapadas, onde verifica-se uma vegetação e clima de caatinga, nas Chapadas o clima, relevo, solo e precipitação pluviométrica confere uma vocação agropecuária e florestal.

As culturas temporárias como milho, feijão, soja, parece ser propícias. Em termos de pecuária bovina a região é propícia.

A caprinocultura é que predomina atualmente.

Na altitude de 400m, uma empresa multinacional implantou em 2007 o plantio experimental de diversas variedades de Eucalyptus com variação de espaçamento na área de 5000 ha. Como pudemos constatar a floresta artificial esta vigorosa.

domingo, 27 de junho de 2010

Site Sinomar


Agrônomo lança imobiliária especializada em fazendas


O agrônomo Luiz Yamamoto, 60 anos, formado em 1973 pela melhor Faculdade de Agronomia da América Latina, a Esalq, trabalhou por 20 anos como perito rural, regularizando terras para o cumprimento da função social. Detentor do Creci, agora resolveu trazer sua experiência para a área imobiliária rural. Abriu em Prudente a Imobiliária Fazenda, especializada na compra e venda de imóveis rurais. Seu cadastro tem propriedades em todo território nacional. Na próxima semana viajará para a região do Mapito – Maranhão, Piauí e Tocantins, considerada a nova fronteira agrícola do Brasil: “É o lugar do Brasil onde ainda existe terra boa e barata”, disse.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

RESPONSABILIDADE TÉCNICA EM NEGOCIAÇÃO DE FAZENDA

As leis brasileiras impõem aos imóveis rurais a Função Social. Aliás somente à propriedade rural. As demais propriedades estão isentas, não existe lei que as obriguem produzir, segundo índices impostos.

O cumprimento da função social basicamente é para Fazenda. Estas precisam produzir, nos últimos 12 meses da notificação de vistoria do Incra, a quantidade de produtos vegetais e ou animais previstos em lei. Além destas exigências, outros requisitos estão previstos e o principal destes é a de utilização de recursos naturais. A Área de Preservação Permanente - APP, na fazenda de gado, precisa estar cercada. O gado não pode ter acesso às aquelas gramíneas verdinhas existentes em áreas freqüentemente úmidas.

Para complicar ainda mais, a Lei impõe a demarcação e averbação de no mínimo 20% da área total a título de Reserva Legal. E o pior, as áreas de APP e Reserva Legal não se somam.

No Pontal do Paranapanema, a exemplo de muitas outras áreas do Brasil, existe a questão de devolutibilidade. O Estado ou a União ingressaram, ou vem ingressando, com Ação Discriminatória declarando que determinada fazenda é Devoluta, ou seja, são terras que deverão ser devolvidas e destinadas à Reforma Agrária. Esta questão vem se arrastando secularmente. É uma questão jurídica. Este autor não tem a pretensão de discutir o mérito da Ação, somente recomenda que não compre áreas supostamente devolutas se não quiser comprar esta briga.
Ao corretor de imóveis rurais a observância destes requisitos, além de outros, como: a existência de acampamento do MST nas proximidades; se estão corretas as últimas declarações do ITR; fator localização e acesso; adequadas para o tipo de exploração pretendida; as certidões negativas de ônus e gravames; e se o preço pretendido é justo ou não. Enfim, não “compre gato por lebre”.

Luiz K. Yamamoto
Agrônomo, Corretor credenciado e Prof. Universitário

sábado, 15 de maio de 2010

Inauguração novo escritório

Ontem foi a inauguração do novo escritório da Imobiliária Fazenda na Rua Pastor Jorge, 517 Jd Bongiovani.
Alguns convidados, parceiros, entre eles, corretores, agrônomos, cartógrafos, técnicos estiveram presente.
O Sr. Barbosa da Silveira, jornalista compareceu com o seu fotográfo para cobrir o evento.



terça-feira, 15 de setembro de 2009

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 4 DE 08.09.2009 - DOU 09.09.2009 (Ministério do Meio Ambiente)

O MINISTRO DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, e tendo em vista o disposto nos arts. 16, § 2º e 19, da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e
Considerando a necessidade de estabelecer procedimentos técnicos para a utilização sustentável da vegetação existente nas áreas de Reserva Legal, resolve:
CAPÍTULO I
- DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Para a utilização da vegetação da Reserva Legal, de que trata o § 2º, do art. 16 da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, serão adotados procedimentos técnicos para execução do Manejo Florestal Sustentável, observando-se o disposto nesta Instrução Normativa.
Parágrafo único. No caso de Reserva Legal situada nos remanescentes de vegetação nativa na área de aplicação da Lei nº 11.428, de 21 de dezembro de 2006, observar-se-á o disposto nesta Instrução Normativa e no Decreto nº 6.660, de 21 de novembro de 2008.
Art. 2º Para a utilização da vegetação da Reserva Legal, serão adotadas práticas de exploração seletiva que atendam ao manejo sustentável nas seguintes modalidades:
I - manejo sustentável da Reserva Legal para a exploração florestal eventual, sem propósito comercial direto ou indireto, para consumo nas propriedades do agricultor familiar, do empreendedor familiar rural e dos povos e comunidades tradicionais; e
II - manejo sustentável da Reserva Legal para exploração com finalidade comercial.
Art. 3º Para os fins do disposto nesta Instrução Normativa, consideram-se:
I - Manejo da Reserva Legal: técnicas de condução, exploração e reposição praticadas de forma sustentável visando manter a proteção e o uso sustentável da vegetação nativa e obter benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplos produtos e subprodutos, bem como a utilização de outros bens e serviços ambientais;
II - Plano de Manejo Sustentável-PMS: instrumento técnico de administração das atividades desenvolvidas na unidade de manejo florestal;
III - Plano Operacional Anual-POA: Documento a ser apresentado ao órgão ambiental competente, contendo as informações definidas em suas diretrizes técnicas, com a especificação das atividades a serem realizadas no período de 12 meses.
IV - Unidade de Manejo: perímetro definido a partir de critérios técnicos, socioculturais, econômicos e ambientais, objeto de um PMS;
V - Produtos Florestais: produtos madeireiros e não madeireiros gerados pelo manejo sustentável; e
VI - Sistema Agro Florestal-SAF: Sistema de uso e ocupação do solo em que plantas lenhosas perenes são manejadas em associação com plantas herbáceas, arbustivas, arbóreas, culturas agrícolas, forrageiras em uma mesma unidade de manejo, de acordo com arranjo espacial e temporal, com alta diversidade de espécies e interações entre estes componentes.
CAPÍTULO II
- DA EXPLORAÇÃO EVENTUAL SEM PROPÓSITO COMERCIAL
Art. 4º A exploração florestal eventual, sem propósito comercial direto ou indireto, para consumo na propriedade ou posse do agricultor familiar, do empreendedor familiar rural e dos povos e comunidades tradicionais, incluindo a área de Reserva Legal, independe de autorização dos órgãos competentes, quando tratar-se de:
I - lenha para uso doméstico no limite de retirada não superior a quinze metros cúbicos por ano por propriedade ou posse; e
II - madeira para construção de benfeitorias e utensílios na posse ou propriedade rural até 20 metros cúbicos a cada três anos.
Parágrafo único. Os limites para a exploração prevista no caput deste artigo, no caso de posse coletiva de populações tradicionais ou do agricultor familiar, serão adotados por unidade familiar.
Art. 5º O transporte de produtos e subprodutos florestais madeireiros provenientes da exploração eventual, além dos limites da posse ou propriedade rural, para fins de beneficiamento, deverá ser acompanhado da autorização de transporte especifica emitida pelo órgão ambiental competente, contendo:
I - dados de volume individual e total por espécie, previamente identificadas e numeradas;
II - justificativa de utilização e descrição dos subprodutos a serem gerados;
III - indicação do responsável pelo beneficiamento dos produtos; e
IV - indicação do responsável pelo transporte dos produtos e subprodutos gerados, bem como do trajeto a ser percorrido.
CAPÍTULO III
- DA COLETA DE SUBPRODUTOS FLORESTAIS E ATIVIDADES DE USO INDIRETO
Art. 6º É livre a coleta de subprodutos florestais, tais como frutos, folhas e sementes, devendo-se observar:
I - os períodos de coleta e volumes fixados em regulamentos específicos, quando houver;
II - a época de maturação dos frutos e sementes;
III - técnicas que não coloquem em risco a sobrevivência de indivíduos e da espécie coletada no caso de coleta de flores, folhas, cascas, óleos, resinas, cipós, bulbos, bambus e raízes, e
IV - as limitações legais específicas e, em particular, as relativas ao acesso ao patrimônio genético, à proteção e ao acesso ao conhecimento tradicional associado e de biossegurança, quando houver.
Art. 7º Consideram-se de uso indireto, não necessitando de autorização dos órgãos ambientais competentes, as seguintes atividades realizadas em área de Reserva Legal:
I - abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e pontilhões, quando necessárias à travessia de um curso de água, ou à retirada de produtos oriundos das atividades de manejo agroflorestal sustentável praticado na propriedade ou posse do agricultor familiar, do empreendedor familiar rural e dos povos e comunidades tradicionais;
II - implantação de trilhas para desenvolvimento de ecoturismo;
III - implantação de aceiros para prevenção e combate a incêndios florestais;
IV - implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e efluentes tratados, desde que comprovada a outorga do direito de uso da água, quando couber;
V - implantação de corredor de acesso de pessoas e animais para obtenção de água;
VI - construção de rampa de lançamento de barcos e pequeno ancoradouro;
VII - coleta de produtos não madeireiros para fins de manutenção da família e produção de mudas, como sementes, castanhas e frutos, desde que eventual e respeitada a legislação específica do acesso a recursos genéticos;
VIII - plantio de espécies nativas produtoras de frutos, sementes, castanhas e outros produtos vegetais em áreas alteradas, plantados junto ou de modo misto;
IX - construção e manutenção de cercas ou picadas de divisa de propriedades; e
X - pastoreio extensivo tradicional em campos naturais desde que não promova a supressão da vegetação nativa ou a introdução de espécies vegetais exóticas.
XI - outras ações ou atividades similares, reconhecidas pelo CONAMA como eventual.
CAPÍTULO IV
- DIRETRIZES E ORIENTAÇÕES PARA O MANEJO FLORESTAL NA RESERVA LEGAL
Art. 8º O manejo florestal sustentável da vegetação da Reserva Legal, com propósito comercial direto ou indireto, de espécies da flora nativa provenientes de formações naturais, que não descaracterize a cobertura vegetal e não prejudique a função ambiental da área, deverá atender as seguintes diretrizes e orientações:
I - adoção de práticas silviculturais e medidas para a minimização dos impactos sobre os indivíduos jovens das espécies arbóreas secundárias e climácicas na área manejada;
II - a priorização do corte de espécies arbóreas pioneiras nativas, que não poderá ultrapassar a cinquenta por cento do número de indivíduos de cada espécie explorada existentes na área manejada;
III - o cálculo do percentual previsto no inciso II deverá levar em consideração somente os indivíduos com Diâmetro na Altura do Peito-DAP acima de cinco centímetros;
IV - o manejo sustentável da Reserva Legal que tenha sido constituída com plantios de árvores frutíferas, ornamentais ou industriais, compostas por espécies exóticas, cultivadas em sistema intercalar ou em consórcio com espécies nativas, deverá priorizar o corte destas espécies exóticas, num ciclo que resguarde a função ambiental da área;
V - na condução do manejo de espécies exóticas deverão ser adotadas medidas que favoreçam a regeneração de espécies nativas.
Art. 9º Na propriedade ou posse do agricultor familiar, do empreendedor familiar rural e dos povos e comunidades tradicionais o manejo florestal madeireiro sustentável da Reserva Legal com propósito comercial direto ou indireto depende de autorização do órgão ambiental competente, devendo o interessado apresentar, no mínimo, as seguintes informações:
I - dados do proprietário ou possuidor;
II - dados da propriedade ou posse, incluindo cópia da matrícula do imóvel no Registro Geral do Cartório de Registro de Imóveis, ou comprovante de posse;
III - croqui da área com indicação da área a ser objeto do manejo seletivo;
IV - comprovação da averbação da Reserva Legal; e
V - Laudo Técnico, com respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica, contendo, no mínimo, inventário fitossociológico da área a ser manejada com a indicação da fitofisionomia original, elaborado com metodologia e suficiência amostral adequadas; estimativa do volume de produtos e subprodutos florestais a serem obtidos com o manejo seletivo, indicação da sua destinação e cronograma de execução previsto.
§ 1º O Laudo Técnico mencionado no inciso V deverá ainda atestar a viabilidade do manejo proposto, considerando os volumes de produtos e subprodutos florestais a serem explorados, com a necessária manutenção das funções ambientais da área manejada.
Art. 10. Nas demais propriedades, não mencionadas no art. 9º desta Instrução Normativa, a autorização do órgão ambiental competente será precedida da apresentação e aprovação do Plano de Manejo Sustentável-PMS, contendo:
I - dados sobre proprietário, empresa ou responsável pela área;
II - dados da propriedade ou posse, incluindo cópia da matrícula do imóvel no Registro Geral do Cartório de Registro de Imóveis, ou comprovante de posse;
III - dados sobre o responsável técnico pelo PMS;
IV - localização georreferenciada do imóvel, e indicação das áreas de preservação permanente, reserva legal e uso alternativo do solo;
V - mapeamento das unidades de manejo e malha de acesso descrito em modulo de escala compatível;
VI - caracterização do meio físico e biológico da reserva legal e da unidade de manejo, incluindo descrição hidrográfica;
VII - descrição do estoque dos produtos madeireiros e não madeireiros, a serem extraídos na Unidade de Manejo da área objeto do PMS, por meio do Inventário Florestal amostral;
VIII - ciclo de corte compatível com as diretrizes gerais e com o tempo de restabelecimento do volume ou quantidade de cada produto ou subproduto a ser extraído da unidade de manejo;
IX - cronograma de execução do manejo previsto;
X - descrição das medidas adotadas para promoção da regeneração natural das espécies exploradas na unidade de manejo; e
XI - descrição do sistema de transporte adequado e da construção de vias de acesso com métodos e traçados que causem o menor impacto.
§ 1º Anualmente, o proprietário ou responsável pelo PMS, encaminhará formulário especifico, ao órgão ambiental competente, contendo o relatório assinado pelo responsável técnico, com as informações sobre toda a área de manejo florestal sustentável, a descrição das atividades realizadas e o volume efetivamente explorado de cada produto no período anterior de doze meses;
§ 2º O proprietário ou responsável pelo PMS submeterá ao órgão ambiental competente o formulário especifico acompanhado do Plano Operacional Anual, e a Autorização de Responsabilidade Técnica-ART, com a especificação das atividades a serem realizadas no período de doze meses e do volume ou quantidade máxima proposta para a exploração no período.
CAPÍTULO V
- DISPOSIÇÕES TRANSITORIAS
Art. 11. A área de Reserva Legal excedente destinada a constituição de cotas de reserva florestal, prevista do no Art. 44-B, do Código Florestal, terá o mesmo regime de exploração prevista nesta Instrução Normativa, observados os contratos de serviços entre proprietários e portadores dos títulos de Cota de Reserva Florestal-CRF.
Art. 12. Os formulários contendo os modelos de elaboração, apresentação, execução e avaliação técnica do PMS e Plano Operacional Anual-POA observarão modelo especifico emitido pelo órgão ambiental competente.
Art. 13. Para os fins do disposto nesta Instrução Normativa, ressalvado normatização específica, é vedada a exploração de espécies incluídas na Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção ou constantes de listas dos Estados, bem como aquelas constantes de listas de proibição de corte objeto de proteção por atos normativos dos entes federativos.
Art. 14. O manejo sustentável de Reserva Legal será submetido a vistorias técnicas para acompanhar e controlar rotineiramente as operações e atividades desenvolvidas na área de manejo.
Art. 15. As pessoas físicas ou jurídicas que utilizarem matéria-prima florestal proveniente da área de manejo de Reserva Legal, excetuado as modalidades previstas nos arts. 5º e 6º desta Instrução Normativa, são obrigadas a comprovar a origem dos produtos florestais conforme previsto na Instrução Normativa nº 6, de 15 de dezembro de 2006, que dispõe sobre a reposição florestal e o consumo de matéria-prima florestal.
Art. 16. O transporte e armazenamento de produtos e subprodutos florestais madeireiros de origem nativa decorrentes da exploração em regime de manejo sustentável de Reserva Legal, deverão estar acompanhados de documento expedido pelo órgão ambiental competente e válido para todo o tempo da viagem ou do armazenamento.
Art. 17. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
CARLOS MINC

Proprietário de área rural poderá explorar reserva legal


O proprietário de uma área rural poderá colher sementes, castanhas e frutos, pegar lenha para uso doméstico e usar madeira para construir benfeitorias dentro de sua reserva legal. Nessa área, também poderá fazer o manejo florestal sustentável, ou seja, cortar algumas árvores de forma alternada.

As medidas integram uma instrução normativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que regula o uso sustentável das reservas legais localizadas dentro das propriedades rurais. Com as regras, o MMA quer dar uma resposta aos ruralistas, que reclamam da quantidade de áreas protegidas ambientalmente, sustentando que elas dificultam a sobrevivência dos produtores, principalmente dos pequenos.

Em geral, por lei, a reserva precisa ocupar 20% da área total da propriedade. Na Amazônia, porém, precisa ser de 80%.

"Já havia a previsão do uso sustentável da reserva legal no Código Florestal. Mas, na prática, ninguém conseguia utilizá-la e todos interpretavam a área como indisponível", afirma João de Deus Medeiros, diretor do Departamento de Florestas do MMA. Até multas eram dadas a quem utilizava a reserva.

Agora, a norma permite a abertura de trilhas para ecoturismo nas reservas, além de pequenas vias de acesso para retirada de produtos florestais. Mas a cobertura vegetal da área não pode ser descaracterizada nem sua função ambiental, prejudicada. A Área de Preservação Permanente (APP), como margens de rios e topos de morros, continua intocável.

A ação é uma tentativa de mostrar que não há necessidade de mudar radicalmente a legislação ambiental, tendo em vista a intenção de ruralistas de alterar o Código Florestal. Uns defendem até a sua revogação.

De acordo com Medeiros, muitas dificuldades apresentadas pelo setor rural não são problemas do Código Florestal, mas, sim, da falta de regulamentação. O diretor afirma que a instrução normativa publicada na quarta-feira passada no Diário Oficial da União é "fruto de consenso com diferentes movimentos" da sociedade.

O Ministério da Agricultura, no entanto, parece não ter entrado nesse consenso. A pasta considera que a medida atende mais aos pequenos produtores e não resolve as dificuldades dos médios e grandes.

Na opinião de Raul do Valle, coordenador adjunto do programa de Política e Direito do Instituto Socioambiental (ISA), a regulamentação do uso sustentável das reservas "desmistifica a ideia de que o Código emperra tudo e engessa o uso rural". "Havia uma desinformação muito grande. Algumas pessoas achavam até que a reserva pertencia ao Ibama", diz.

Valle considera que, com o uso da reserva legal, os produtores vão "se apropriar da área e cuidar dela". "A área podia pegar fogo que o proprietário não se importava", afirma.

Para ele, o uso da reserva pode incentivar os proprietários a recuperarem as reservas que sofreram degradação. Ele também defende um incentivo econômico para quem recuperar a reserva e a APP. Uma solução, por exemplo, seria abater parte da dívida de produtores que utilizaram crédito rural.A Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) foi procurada pela reportagem, mas não respondeu.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Índices de Produtividade – Nova Portaria

Luiz K. Yamamoto Eng. Agrônomo e Professor Universitário A publicação da Portaria Interministerial é questão de dias, mas já vem causando bastante desconforto aos setores ligados ao agronegócio. Já se fala em aumento de invasão de terras (como se o MST só invadisse terras improdutivas). O critério de improdutividade há tempo deixou de ser o alvo da invasão. O MST de “burro” não tem nada. Ele sabe que existe lei que impede a desapropriação de terras invadidas. Uma das táticas adotadas por este grupo é de invadir a fazenda produtiva lindeira reivindicando a desapropriação da outra. Tenho no meu curriculum centenas de nomeações na área de perícia judiciais em processo de desapropriações. Acompanhei muito mais vistorias do INCRA para classificação da fazenda quanto ao cumprimento da função social. Um dos requisitos da função social é referente aos índices de produtividade, antigos e agora, novos. Já tomei conhecimento, por enquanto extra oficial sobre os novos índices. Sinceramente não vejo nenhum bicho de sete cabeças. Vejo sim, que cada vez mais o fazendeiro precisa de engenheiro agrônomo antes de ter advogado ou contador. O agrônomo conhecedor desta área deve orientar o fazendeiro a criar a blindagem contra a reforma agrária dentro da lei não é botando segurança ou metendo bala nos invasores. Existe lei que precisa ser cumprida. Por mais que se diga que este setor e ter terra de sem lei, no final, a lei deverá prevalecer. Se o fazendeiro não conseguir cumprir os índices de produtividade legais, existem muitas maneiras de justificação previsto na própria Portaria. Basta saber aplica-la. Da mesma forma que existe tanta bandidagem no Brasil, não devemos fazer justiça com as próprias mãos. Se não conseguiu os índices peça a proteção legal. A lei vai ampará-lo. Para maiores esclarecimentos Ligue: (18) 9771-5639 Ou envie um email: luiz@agronomiayamamoto.com.br

Índices de Produtividade segundo a Nova Portaria

Luiz K. Yamamoto Eng. Agrônomo e Professor Universitário A nova Portaria interministerial impõe aos produtores rurais novos índices de produtividade. Em alguns casos, a exigência maior não traz nenhuma preocupação. A Produção que esta portaria impõe não é difícil. Mas em certas culturas, os índices são preocupantes. De qualquer maneira, se você já precisava de assessoria de agrônomos competentes nesta área, agora precisa muito mais. Somente este profissional vai mostrar quais são os mecanismos legais para adequar a sua propriedade à nova exigência de produtividade. Do advogado, você vai precisar na segunda etapa, ou seja, se o seu imóvel for declarado improdutivo e ajuizada à ação de desapropriação. Antes que isto aconteça, peça para o seu agrônomo simular uma vistoria do INCRA para constatar se a sua fazenda cumpre a função social e a nova Portaria. Faça um estudo prévio e crie mecanismos técnicos para proteção do seu imóvel da reforma agrária. Você vai ver que não é nada apavorante. Que se publique tal Portaria. Que venham fiscalizar o seu. Você não tem o que se preocupar. Para maiores esclarecimentos Ligue: (18) 9771-5639 Ou envie um email: luiz@agronomiayamamoto.com.br

Novos índices de produtividade

Daniela Castro | Brasília (DF) O governo promete apresentar, em 15 dias, uma portaria com os novos índices de produtividade. Esse é o critério usado para determinar se uma fazenda é improdutiva e pode ser desapropriada para a reforma agrária. O anúncio foi feito nesta terça, dia 18, pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, depois de uma reunião com sem-terra em Brasília. O clima foi de aparente descontração entre os coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra e ministros (MST). Os atuais índices de produtividade, feitos a partir de dados do censo agropecuário de 1975, vão ser atualizados com base na produção agrícola dos municípios medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por microrregião geográfica. O principal critério vai ser a média da produtividade entre 1996 e 2007. Propriedade rural que produz soja, por exemplo, no município de Sorriso em Mato Grosso e que hoje precisa ter índice de 1,2 mil quilos por hectare, com a mudança só será considerada produtiva se dobrar a produção. O mesmo vai ocorrer com as fazendas de milho em Lucas do rio Verde, também em Mato Grosso. — Não precisa passar pelo Congresso Nacional. Essa portaria, ela fixa índices de produtividade. Como estamos em 2009, ela fixa os índices que vão valer em 2010. Como o Incra faz sempre o seu trabalho de vistoria, voltado um ano pra trás, o trabalho que o Incra vai fazer em 2011 vai ser com base nesses índices de produtividade que vão valer a partir de 2010 — disse o ministro do Desenvolvimento Agrário. — A atualização dos índices de produtividade é fundamental para o MST porque possibilita que se disponibilize mais áreas para o assentamento de família. É uma decisão que a gente já vinha negociando com o governo desde 2005 — defendeu Vanderlei Martini, da Coordenação Nacional do movimento. Vão ser liberados do orçamento R$ 340 milhões dos recursos do Incra para a aquisição de terras. Na reunião, o governo prometeu desapropriar, nesta semana, a Fazenda Nova Felicidade no município em Felisburgo, em Minas Gerais, onde ocorreu a morte de cinco trabalhadores em novembro de 2004. Para este ano o ministro Cassel pretende assentar 70 mil famílias de diferentes movimentos sociais em todo o país.